domingo, 30 de outubro de 2011
Quem paga a conta da luz?!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O nosso mercado paralelo: como roubar um Estado
Infelizmente, não nos foi possível encontrar um gráfico que melhor traduzisse a estimativa de crescimento do nosso mercado paralelo ao longo dos anos.
Certo é que o nosso PIB (Produto Interno Bruto) se situará perto dos 160 mil milhões de euros e tem sido difundido pelos meios de comunicação social, todos os anos (sobretudo na última década), um aumento exponencial da fuga ao fisco, estimando-se que o nosso mercado paralelo valha hoje qualquer coisa como 40 mil milhões de euros.
Perspectiva-se ainda um grande agravamento da situação nos próximos anos, devido ao plano de resgate financeiro a que estamos sujeitos e que implica medidas asfixiantes para a nossa Economia...
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Temos alternativa!
Hoje foi um dia muito importante, muito significativo para todos aqueles que por aqui passaram e sonharam…sonharam com uma ideia de reforma e de refundação da Academia de Coimbra e de todo o sistema associativo local e nacional. Muitos dos quais ainda por cá andam…
E é sobretudo a esses a quem me dirijo hoje, muitos dias depois de tornar pública uma posição/opinião sobre a actualidade da nossa Universidade e da nossa Associação Académica de Coimbra. Volto a fazê-lo. Porque têm agora a hipótese real de mudança!
O que farão?
Para muitos (incluindo eu próprio) a vida já não nos permite, como outrora permitiu, uma intervenção activa nos destinos da Academia. A viagem por Coimbra termina e começa a aventura que para sempre transformará em saudade os momentos aqui vividos e que nunca mais serão esquecidos.
Hoje foi com grande agrado que vi o meu colega e amigo André Costa, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, assumir publicamente a liderança de um projecto firme, seguro, de mudança profunda de modelo e de estratégia, que transforme a Associação Académica de Coimbra numa instituição inteligentemente crítica a todos os níveis, catalisando os colegas das mais variadas áreas do conhecimento para esta intervenção cívica.
O papel aglutinador da AAC na Academia só terá um impacto real na nossa sociedade se aquela for capaz de chamar à participação específica os seus associados, criando para o efeito todas as condições de acesso e de trabalho. E para isto é necessário um sistema totalmente novo, funcional, atractivo, que promova uma rede de partilha de conhecimentos, de ideias, de projectos desenvolvidos pelos próprios sócios, e executados pela Direcção-Geral da AAC!
É indispensável combater a lógica instalada de protagonismo individual asfixiante e criar uma verdadeira teia social.
Acredito piamente que este caminho traçado pelo André e por tantos meus amigos que o acompanham é o caminho certo.
Acredito em vós porque conheço a fibra de que é feita muita da massa crítica que se juntou. Ficam os meus desejos e votos de sucesso! Fica a minha promessa de ajuda para tudo o que for necessário e em que poderei contribuir, com todas as minhas limitações pessoais. Fica também, não menos importante, o apelo para que sigam a rota traçada e que não caiam na tentação de ceder aos vícios e a toda a podridão que tem envolvido a participação política portuguesa em geral.
Fica o sonho, mais perto de ser realizado, de ver aproveitada toda a potencialidade da AAC.
Fica a esperança de, finalmente, ver uma Academia a funcionar em todo o seu explendor, servindo como trampolim para o sucesso profissional de todos os colegas e não se deixando usar como alavanca político-partidária por parte dos seus dirigentes.
Um grande Abraço. Sai um F.R.A.!
Acordai a Academia!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Obama anuncia a morte de Bin Laden
É perfeitamente compreensível. Afinal, Bin Laden é o símbolo máximo da grande ameaça que tem pairado sobre os EUA ao longo dos últimos anos.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Adeus, António
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sociedade anti-educação
Ultimamente fala-se muito de educação. No nosso país, onde a idade mínima de educação obrigatória têm sido cada vez mais alta, vemos a grande quantidade de jovens com ensino superior desempregados. Mas o que se passa afinal? Será o que o mercado ficou saturado de tantos alunos com elevadas qualificações? É provável, mas na minha opinião não é esse o problema. Acredito que o sistema de educação não está a servir o paradigma social actual.
Há quem diga que o ensino é cada vez menos rigoroso, que há demasiadas distracções, que os conteúdos não são os mais correctos, ou que não há respeito pelos professores. Eu posso concordar com este factores, principalmente com o último, mas o que mais me preocupa, é o real desaproveitamento das capacidades dos alunos. Se um aluno é excelente a matemática, e se sente motivado com a matemática, deve aprender mais matemática e ser bom nessa área. E depois de estar motivado nesta, vai querer aprender as outras coisas. O que o ensino actual faz é obrigar os alunos a saber uma série de conceitos, que muitas vezes não são aprendidos, mas decorados. Colocados numa memória temporária, para se poder passar naquele teste ou exame. E quando se aplica uma situação na vida real, ou quando surge uma situação diferente, eles não sabem como reagir porque não foram preparados para situações incomuns, não foram preparados para situações que necessitem de soluções criativas.
Nesta conferência que vão perceber melhor o que estou a dizer.
http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html
Aqui surge o conceito da arte e criatividade que penso ser tão importante que o português ou a matemática. Hoje em dia temos um ensino muito semelhante, cujo objectivo é afunilar num conjunto de conhecimentos. Mas na nossa vida necessitamos de saber um grande e variado leque de conhecimentos, e mais importante que os saber, é onde os encontrar no momento em que se necessita deles.
O ensino de há 20 anos atrás reflecte-se hoje na sociedade. Estamos numa altura de crise e encontra-se muita gente desempregada. E quais são as soluções dos recém-graduados de hoje? Onde está a criatividade, a pro-actividade e atitude para lidar com a sociedade actual? Todos aprendemos a ser (e somos bons) treinadores de bancada, mas quando é necessário tomar iniciativas sociais, identificar problemas e criar as soluções, ou mesmo desenvolver projectos no seio da família ou da comunidade… Ficamos quietos, pois isso nunca aprendemos a fazer. Não aprendemos a criar, a correr riscos, apenas aprendemos que não podemos errar.
Num pequeno à parte, nos Estados Unidos, temos casos de pessoas que depois da falir 3 empresas, foram ao banco pedir dinheiro para uma nova empresa e esse financiamento foi mais fácil. Se isto parece um paradoxo, também me parece que depois de falir 3 empresas, deverá ter aprendido a não cometer os mesmos erros, e a probabilidade de vir a falir novamente será mais reduzida.
Concluindo em relação à nossa educação, gostava de referir o novo modelo de ensino democrático como o da escola da ponte. (Podem ver mais aqui http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Y9zHemGrquU e aqui). As crianças são curiosas por natureza e têm desejo de aprender, mas perdem todo o interesse, quando a sua curiosidade é sufocada pelos programas impostos pela burocracia governamental. A escola da ponte é diferente, abarca os 1º, 2 e 3º Ciclos do ensino básico, mas em tudo é especial: não têm turmas, não têm alunos separados por classes, os professores não dão aulas com giz e quadro, não têm campainha que separe o tempo, não têm teste nem notas. Esta escola permite um ensino personalizado, baseado em pilares de democracia e de cidadania. Aqui os Professores não têm um programa a seguir mas têm o papel de "seduzir" para as matérias que os alunos nunca experimentaram. Os alunos é que planeiam o seu estudo, debatem o que acham bem e mal. Têm direitos afixados nas paredes entre os quais transcrevo um: "Toda criança tem o direito de não ler o livro de que não gosta.". Inclusivamente nesta escola são eles que criam as suas próprias leis. Uma dessas leis é a seguinte: "Temos o direito de ouvir música enquanto trabalhamos, para pensar em silêncio.".
Espero que esteja aqui a solução para a nossa sociedade… Daqui a 20 anos.

