Quem passa por uma rede social como é o facebook, dá - a partir de hoje - de caras com uma campanha eleitoral para a Associação Académica de Coimbra que tem tudo para ser inserida nos anais da história da Academia-fantoche em que deixámos que nos transformassem.
Foi a minha primeira impressão hoje: Mas que fantochada é esta?!
É a partir de hoje que, à falta da apresentação de novos discursos e novas metas, se opta pelo ataque cerrado, carregadinho de demagogia, a qualquer iniciativa que o oponente realiza ou realizará. Neste caso - e ainda bem - vejo concentradas estas atitudes que me deprimem, nos elementos ou simpatizantes da lista "Liga-te à Academia", candidata aos corpos gerentes da AAC.
É difícil não responder, mas serve este texto para apelar à calma de todos os apoiantes da lista "Desperta a Academia".
A verdade é que entrar nesse jogo custa e custa muito. Porque são tomados como iguais a eles e, estou plenamente convicto, não o são!
Com o vosso trabalho demonstrarão que é verdade, que este é o ano de grandes decisões cá em Coimbra, que muito poderá mudar... E é em vocês que reitero a minha confiança para levar a cabo essa mudança!
Vi e ouvi grande parte dos projectos que querem ver implementados na AAC com uma enorme alegria. Se querem que esta alegria se contagie a todos, não deitem tudo a perder, mostrando uma imagem que não é a vossa.
O direito de resposta tê-lo-ão nas urnas. Confiem na Academia. Porque ela Despertará!
Um Abraço,
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
DESPERTAR a Academia!
De todas as pessoas com quem me tenho cruzado na minha passagem por Coimbra, surge um pensamento quase unânime: há uma inércia crescente, que afecta não só a massa estudantil como os nossos representantes. E isso tem implicações profundas na forma como vemos e vivemos estes anos nesta bela Cidade e como nos comportaremos no futuro, como lidaremos com as dificuldades, como aprendemos a ultrapassá-las...
Com todos os meus amigos já tive a discussão: “Mas, afinal, o que nos poderia dar uma Academia de Coimbra que aproveitasse todas as suas capacidades? Qual seria a diferença para aquilo que vivemos hoje?”. Passadas umas boas horas de conversa, depois de imaginadas todas as alterações que faríamos, muitos são aqueles que se deixam derrotar pelo fatalismo de que há poderes imbatíveis mas que, se assim não fosse, haveria realmente espaço para mudar muita coisa.
Um facto: de ano para ano, sinto a AAC mais distante de todos nós, sem capacidade nem vontade de inverter a situação, bem pelo contrário… Outro facto: este foi o pior ano de todos, desde que em 2006 me matriculei pela 1ª vez na Universidade de Coimbra.
Entristece-me a forma como (não) se pensa a Academia. E penso que seja sintomático do que se passa no país. Mas o que me assusta mesmo, com base na experiência que até aqui vivi, é que o cenário poderá ser idêntico ou pior no futuro.
É que esta Direcção-Geral consegue bater sucessivos recordes de improdutividade, tendo uma gestão de imagem verdadeiramente caótica e ruinosa para a AAC, que a todos deveria fazer pensar: É isto que queremos? É isto que merecemos?
Não tendo o colega (leitor) vontade ou oportunidade para participar mais activamente, é esta a Academia em que quis estudar? Foi esta Coimbra que sonhou?
Porque veio para cá?
Todos os anos, os candidatos à Direcção-Geral da AAC têm três opções:
1 - podem optar por apresentar-nos as mesmas caras, com as mesmas ideias;
2 - mudam as caras, mas não os paradigmas;
3 - surpreendem-nos e apresentam-nos uma mudança verdadeira, não só de caras, mas também de ideias, de projectos e de objectivos para o futuro.
A Academia, a Universidade e a Cidade já o merecem há décadas!
Infelizmente, a tendência tem sido a escolha sucessiva da primeira opção, com salpicos da segunda…
“Os ‘maus’ têm que dar lugar aos ‘melhores’” é uma frase que entrou na moda. Mesmo para aqueles que já por lá andaram, referem-se sistematicamente a si próprios como fazendo parte de projectos novos, que não são de continuidade, mas também não são de ruptura.
Temos que nos libertar das amarras da pequenez de espírito, que nos envolvem há demasiado tempo, porque a verdade é que podemos fazer muito e não estamos a fazê-lo! Andamos há demasiado tempo a deixar-nos levar por este ciclo sem fim de parca visão de futuro colectivo.
Espero mesmo que a mudança aconteça, que consigamos enveredar por uma outra estratégia organizacional e que este não seja mais um ano em que a decepção me venha bater à porta e se mantenha tudo igual…
É por isto que me recuso a “estar a dormir” neste momento. É por isto e por muito mais que apoio o projecto “Desperta a Academia”, sem o qual sairia de Coimbra sem sequer ter verdadeiramente tentado mudar seja o que for a um nível superior… E tudo isto sem estar em causa um qualquer cargo. Ajudarei este projecto, na medida em que me for possível, embora não venha a pertencer à Direcção-Geral caso o mesmo seja eleito.
Termino cumprimentando todos os que também ajudam o “Desperta a Academia” apenas por carolice e que acreditam que, neste momento, é o único projecto credível que possa mudar o futuro dos futuros doutores de Coimbra!
Saudações Académicas!
domingo, 30 de outubro de 2011
Quem paga a conta da luz?!
Uso e abuso da luz!
Verifique o leitor, na sua cidade de residência, o desperdício energético que tem lugar nos espaços públicos. E imagine o dinheiro que se gasta. Recorde-se que esse dinheiro também é seu. E lembre-se dos enormes sacrifícios a que nos obrigam actualmente para pagar as megalomanias e roubos de um passado recente… Como se sente?
Aqui ficam algumas fotografias que ilustram o que acontece na Cidade da Figueira da Foz.
Como podemos observar, o gasto de luz é imenso. Existem, na praia da Claridade, 3 campos de futebol, 2 campos de basket, 1 campo de ténis e 1 parque radical iluminados durante toda a noite com potentes focos de luz sem servirem efectivamente para coisa alguma, como de resto podemos confirmar pelas fotografias que apresento, tiradas num Domingo, cerca das 22h00.
Estes espaços estão sem vivalma, noites a fio…
Foto1: Um dos campos de futebol da praia da Claridade
Foto2: Um dos campos de basket da praia da Claridade
Foto3: Parque radical de Buarcos (praia)
Ainda podemos “visitar” uma das escolas intervencionadas pela Parque Escolar, a Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, e deparar-nos com a mesma abundância de luz. Em volta de todo o recinto existem luzes e focos, no chão e na fachada do edifício, que não servem absolutamente para nada.
Foto4: Exterior da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho
Foto5: Entrada da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho
Será muito difícil sabermos ao certo quanto é que as nossas cidades gastam com todos estes exageros. Mas a poupança energética é um assunto muito sério. Para além da previsível exorbitância de dinheiro que se gasta sem utilidade, o uso e abuso da luz é um dos motes para o aumento da poluição ambiental. E o nosso país, sendo um grande incumpridor do Protocolo de Quioto, deveria ter finalmente outro tipo de políticas a este nível.
Dá que pensar…
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O nosso mercado paralelo: como roubar um Estado
Este texto tem dupla autoria: Sérgio Seco Nabais e Hugo Ribeiro. Foi feito no início de Setembro, perspectivando-se que seja publicado na próxima edição do Jornal Universitário de Coimbra "A Cabra".
Infelizmente, não nos foi possível encontrar um gráfico que melhor traduzisse a estimativa de crescimento do nosso mercado paralelo ao longo dos anos.
Certo é que o nosso PIB (Produto Interno Bruto) se situará perto dos 160 mil milhões de euros e tem sido difundido pelos meios de comunicação social, todos os anos (sobretudo na última década), um aumento exponencial da fuga ao fisco, estimando-se que o nosso mercado paralelo valha hoje qualquer coisa como 40 mil milhões de euros.
Perspectiva-se ainda um grande agravamento da situação nos próximos anos, devido ao plano de resgate financeiro a que estamos sujeitos e que implica medidas asfixiantes para a nossa Economia...
Infelizmente, não nos foi possível encontrar um gráfico que melhor traduzisse a estimativa de crescimento do nosso mercado paralelo ao longo dos anos.
Certo é que o nosso PIB (Produto Interno Bruto) se situará perto dos 160 mil milhões de euros e tem sido difundido pelos meios de comunicação social, todos os anos (sobretudo na última década), um aumento exponencial da fuga ao fisco, estimando-se que o nosso mercado paralelo valha hoje qualquer coisa como 40 mil milhões de euros.
Perspectiva-se ainda um grande agravamento da situação nos próximos anos, devido ao plano de resgate financeiro a que estamos sujeitos e que implica medidas asfixiantes para a nossa Economia...
Eduardo Catroga, a 5 de Maio de 2011 (um mês antes das eleições), numa entrevista à TSF, prometia que o PSD liderado por Pedro Passos Coelho iria derrubar o "Estado gordo" e "atacar ferozmente todo o mercado paralelo"
A todos nós se exigem sacrifícios em nome da solidariedade nacional para com o pagamento do desastre em que nos encontramos.
Mas todos temos também o direito de exigir mudanças profundas, começando pela miscelânea de tiques da nossa classe política e pelos vícios de um sistema democrático caquéctico.
O nosso mercado paralelo é um roubo diário, económico e ético. É de uma injustiça atroz para todos nós mas, infelizmente, todos nós contribuímos para ele. Estima-se que represente cerca de 40 mil milhões de euros anuais (e, nos últimos anos, tem vindo a aumentar exponencialmente), sendo os ramos da restauração e o do mercado arrendatário os que contribuem mais para esta fuga ao fisco.
Alguns economistas têm mesmo afirmado publicamente que bastava ao Estado conseguir cobrar impostos a metade deste volume de negócios para que o país deixasse de pensar em défice e começasse a falar em crescimento e, quiçá, em superávit.
Mas, afinal, porque é que estamos todos em “conluio” com esta situação? É simples. Pensemos num qualquer dia desta semana e nos gastos que tivemos nesse dia. A seguir, reflictamos: quantas vezes pedimos factura?
De uma amostra pequena (duas pessoas: os dois autores deste texto), tirámos esta conclusão: pedimos factura (quando pedimos) apenas nas despesas que poderão ser introduzidas na declaração anual de IRS (fundamentalmente: saúde e educação). Mas, então, por que é que não o fazemos em todas as outras despesas?
É que, se não o fizermos, estamos a compactuar com esta fraude. Façamos esse esforço! E, cada um de nós poderá facilmente fazer as contas: quantos impostos poderemos assim possibilitar que sejam arrecadados, tal como devem sê-lo? Comecemos pelas fotocópias que tiramos num qualquer centro de cópias, pelas rendas mensais que pagamos aos nossos senhorios, passemos pelos almoços e jantares em restaurantes, pelo supermercado, ou por um simples café…
É importante termos todos conhecimento que a não emissão de factura permite, por um lado, a dispensa do pagamento de IVA, enganando o Estado e, por outro lado, a “maquilhagem” da respectiva contabilidade, defraudando gravemente o fisco, no que diz respeito ao real valor dos rendimentos obtidos e tributáveis.
Exigirmos mudanças de comportamentos “lá em cima” não nos exime de uma justa auto-crítica.
Mas podemos fazer mais! Podemos (e devemos) exigir que a facturação seja obrigatória para qualquer serviço prestado, ou seja, podemos exigir uma mudança na lei e penalizações para quem não a cumpra deste modo. Afinal de contas, eu pago os meus impostos, tu pagas os teus… Por que raio permitimos que alguns não paguem os deles?
Mas, por enquanto, não nos esqueçamos: uma factura, para ser factura, tem que ser um papel em que seja nítida a inscrição “Venda a dinheiro”.
Sérgio Seco Nabais e Hugo Ribeiro
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Temos alternativa!
Finalmente temos alternativa!
Hoje foi um dia muito importante, muito significativo para todos aqueles que por aqui passaram e sonharam…sonharam com uma ideia de reforma e de refundação da Academia de Coimbra e de todo o sistema associativo local e nacional. Muitos dos quais ainda por cá andam…
E é sobretudo a esses a quem me dirijo hoje, muitos dias depois de tornar pública uma posição/opinião sobre a actualidade da nossa Universidade e da nossa Associação Académica de Coimbra. Volto a fazê-lo. Porque têm agora a hipótese real de mudança!
O que farão?
Para muitos (incluindo eu próprio) a vida já não nos permite, como outrora permitiu, uma intervenção activa nos destinos da Academia. A viagem por Coimbra termina e começa a aventura que para sempre transformará em saudade os momentos aqui vividos e que nunca mais serão esquecidos.
Hoje foi com grande agrado que vi o meu colega e amigo André Costa, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, assumir publicamente a liderança de um projecto firme, seguro, de mudança profunda de modelo e de estratégia, que transforme a Associação Académica de Coimbra numa instituição inteligentemente crítica a todos os níveis, catalisando os colegas das mais variadas áreas do conhecimento para esta intervenção cívica.
O papel aglutinador da AAC na Academia só terá um impacto real na nossa sociedade se aquela for capaz de chamar à participação específica os seus associados, criando para o efeito todas as condições de acesso e de trabalho. E para isto é necessário um sistema totalmente novo, funcional, atractivo, que promova uma rede de partilha de conhecimentos, de ideias, de projectos desenvolvidos pelos próprios sócios, e executados pela Direcção-Geral da AAC!
É indispensável combater a lógica instalada de protagonismo individual asfixiante e criar uma verdadeira teia social.
Acredito piamente que este caminho traçado pelo André e por tantos meus amigos que o acompanham é o caminho certo.
Acredito em vós porque conheço a fibra de que é feita muita da massa crítica que se juntou. Ficam os meus desejos e votos de sucesso! Fica a minha promessa de ajuda para tudo o que for necessário e em que poderei contribuir, com todas as minhas limitações pessoais. Fica também, não menos importante, o apelo para que sigam a rota traçada e que não caiam na tentação de ceder aos vícios e a toda a podridão que tem envolvido a participação política portuguesa em geral.
Fica o sonho, mais perto de ser realizado, de ver aproveitada toda a potencialidade da AAC.
Fica a esperança de, finalmente, ver uma Academia a funcionar em todo o seu explendor, servindo como trampolim para o sucesso profissional de todos os colegas e não se deixando usar como alavanca político-partidária por parte dos seus dirigentes.
Um grande Abraço. Sai um F.R.A.!
Acordai a Academia!
Hoje foi um dia muito importante, muito significativo para todos aqueles que por aqui passaram e sonharam…sonharam com uma ideia de reforma e de refundação da Academia de Coimbra e de todo o sistema associativo local e nacional. Muitos dos quais ainda por cá andam…
E é sobretudo a esses a quem me dirijo hoje, muitos dias depois de tornar pública uma posição/opinião sobre a actualidade da nossa Universidade e da nossa Associação Académica de Coimbra. Volto a fazê-lo. Porque têm agora a hipótese real de mudança!
O que farão?
Para muitos (incluindo eu próprio) a vida já não nos permite, como outrora permitiu, uma intervenção activa nos destinos da Academia. A viagem por Coimbra termina e começa a aventura que para sempre transformará em saudade os momentos aqui vividos e que nunca mais serão esquecidos.
Hoje foi com grande agrado que vi o meu colega e amigo André Costa, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, assumir publicamente a liderança de um projecto firme, seguro, de mudança profunda de modelo e de estratégia, que transforme a Associação Académica de Coimbra numa instituição inteligentemente crítica a todos os níveis, catalisando os colegas das mais variadas áreas do conhecimento para esta intervenção cívica.
O papel aglutinador da AAC na Academia só terá um impacto real na nossa sociedade se aquela for capaz de chamar à participação específica os seus associados, criando para o efeito todas as condições de acesso e de trabalho. E para isto é necessário um sistema totalmente novo, funcional, atractivo, que promova uma rede de partilha de conhecimentos, de ideias, de projectos desenvolvidos pelos próprios sócios, e executados pela Direcção-Geral da AAC!
É indispensável combater a lógica instalada de protagonismo individual asfixiante e criar uma verdadeira teia social.
Acredito piamente que este caminho traçado pelo André e por tantos meus amigos que o acompanham é o caminho certo.
Acredito em vós porque conheço a fibra de que é feita muita da massa crítica que se juntou. Ficam os meus desejos e votos de sucesso! Fica a minha promessa de ajuda para tudo o que for necessário e em que poderei contribuir, com todas as minhas limitações pessoais. Fica também, não menos importante, o apelo para que sigam a rota traçada e que não caiam na tentação de ceder aos vícios e a toda a podridão que tem envolvido a participação política portuguesa em geral.
Fica o sonho, mais perto de ser realizado, de ver aproveitada toda a potencialidade da AAC.
Fica a esperança de, finalmente, ver uma Academia a funcionar em todo o seu explendor, servindo como trampolim para o sucesso profissional de todos os colegas e não se deixando usar como alavanca político-partidária por parte dos seus dirigentes.
Um grande Abraço. Sai um F.R.A.!
Acordai a Academia!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Obama anuncia a morte de Bin Laden
Barack Obama anunciou esta noite a morte de Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda e responsável por inúmeros actos de violência e atrocidade contra inocentes. Desde o primeiro minuto, o povo americano saiu à rua, alegrando-se com a notícia.
É perfeitamente compreensível. Afinal, Bin Laden é o símbolo máximo da grande ameaça que tem pairado sobre os EUA ao longo dos últimos anos.
É perfeitamente compreensível. Afinal, Bin Laden é o símbolo máximo da grande ameaça que tem pairado sobre os EUA ao longo dos últimos anos.
O primeiro ponto para o qual quero chamar a atenção, no entanto, é que, ao contrário do que anunciou o Presidente Obama, não foi feita justiça. Não há justiça no assassínio de um homem, por monstruosos e incomensuráveis que os seus crimes possam ser. Tirar a vida ao próximo, por muito natural e humano que seja esse instinto em face da ameaça, não é uma resposta, não é um caminho que, em liberdade e consciência, possa ser escolhido.
O segundo ponto tem a ver com a questão da ameaça. O perigo não desaparece hoje do horizonte dos EUA. Osama bin Laden deixou hoje de ser uma ameaça, mas outros se levantarão e tomarão o lugar dele. Porque ontem Bin Laden já não era tanto a ameaça como o símbolo dessa ameaça: os EUA continuarão a ter inimigos exteriores, que lutarão para privar o povo americano da sua liberdade, que continuarão a odiar o País e, por inerência, os seus cidadãos.
Mas continuarão, sobretudo, a ter inimigos internos: todos aqueles que, tendo cidadania norte-americana se opõem a um caminho de maior liberdade e fraternidade, que exploram a maioria do seu povo, que fazem uso indevido dos recursos, que pelas suas acções e omissões constroem uma sociedade menos livre. O perigo reside tanto do lado de cá do Atlântico como nas cidades e vilas da América.
Termino com um desejo, uma esperança: possam os EUA fazer deste dia simbólico o pontapé de saída para a mudança real e efectiva na maneira como conduzem a sua política externa, promovendo de facto a liberdade dos povos e a paz entre as nações. Mas não se pode querer salvar o mundo, se não se tem a legitimidade e a capacidade de se salvar a si próprio. A mudança tem de começar a partir de dentro.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Adeus, António
Adeus, António.
“Os discursos são escusados, quando o amor à Academia é tão profundo. Fiz o que pude. Esse sempre foi o meu limite.”
“Os que por aqui passaram” não te esquecem.
Obrigado, António. E até um dia.
(A António Lúzio Vaz, mestre e amigo. O homem bom que nos deixou… 1941-2011)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



